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Dra Juliana Freitas – Neurologista em Recife – PE

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também chamado popularmente de “derrame”, acontece de forma súbita e costuma ser um momento de grande medo para o paciente e para a família.

Ele é uma das principais causas de incapacidade e morte no mundo, mas também é uma doença em que a informação faz total diferença.

É fundamental saber que o AVC tem tratamento, e quanto mais rápido ele é reconhecido, maiores são as chances de recuperação e menor o risco de sequelas.

Reconhecer e investigar o AVC exige avaliação com um neurologista especializado.

A Dra. Juliana Freitas realiza uma análise completa do caso, considerando o histórico clínico, o início dos sintomas, a evolução na fase aguda e também na fase crônica do AVC.

Com base nessas informações, é elaborado um plano de tratamento personalizado, adequado ao tipo de AVC e às necessidades individuais de cada paciente, incluindo medicações, reabilitação e acompanhamento contínuo.

Esse cuidado individualizado aumenta as chances de recuperação e reduz o risco de novas complicações.

Cuidar cedo faz toda a diferença na recuperação e na qualidade de vida.

O que é o AVC?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando o cérebro não recebe sangue do jeito correto.

O sangue é responsável por levar oxigênio e nutrientes que mantêm as células do cérebro vivas e funcionando.

Quando essa chegada de sangue é interrompida — seja por entupimento ou por sangramento — as células cerebrais começam a sofrer e podem morrer rapidamente, causando os sintomas do AVC, como fraqueza, dificuldade para falar e perda da visão.

O cérebro controla tudo o que fazemos: andar, falar, pensar, lembrar, sentir emoções.

Por isso, o AVC pode causar consequências importantes, mas quanto mais cedo o tratamento, maiores as chances de recuperação.

Existem dois tipos principais de AVC e uma condição de alerta:

1. AVC Isquêmico

É o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos.

Ele acontece quando um vaso sanguíneo do cérebro entope, impedindo a passagem do sangue.

Esse entupimento geralmente é causado por um coágulo (um “trombo”) que se forma no próprio vaso ou vem do coração ou das carótidas.

Isso pode acontecer em pessoas com:

  • pressão alta
  • diabetes
  • colesterol elevado
  • arritmias cardíacas (como fibrilação atrial)
  • tabagismo
  • sedentarismo

2. AVC Hemorrágico

No AVC hemorrágico, o problema não é entupimento: é rompimento do vaso.

Um vaso sanguíneo no cérebro se rompe e provoca sangramento dentro do cérebro ou ao redor dele.

Esse sangue comprime as células cerebrais e prejudica o funcionamento normal do órgão.

Costuma ser mais grave e está frequentemente associado a:

  • pressão arterial muito alta
  • uso inadequado de anticoagulantes
  • ruptura de aneurismas
  • malformações vasculares

3. AIT – Ataque Isquêmico Transitório

O AIT é conhecido como “mini AVC”.

Nele, ocorre uma interrupção temporária da circulação no cérebro.

Os sintomas são iguais aos de um AVC (fraqueza, dificuldade para falar, perda de visão), mas melhoram completamente em até 24 horas, muitas vezes em poucos minutos.

⚠️ Importante:

  • ele não deve ser ignorado
  • é um aviso do corpo
  • o risco de um AVC definitivo nos próximos dias é alto

Por que o AVC é tão sério?

O AVC é sério porque atinge o cérebro, e o cérebro é o “centro de comando” do nosso corpo.

É ele que coordena todos os movimentos, pensamentos e sensações.

Quando uma parte do cérebro para de funcionar por falta de sangue, as habilidades controladas por aquela área podem ser afetadas.

O cérebro controla:

  • fala – formar palavras, entender o que os outros dizem
  • movimento – mexer braços, pernas, andar, segurar objetos
  • memória – lembrar nomes, datas, reconhecer pessoas
  • visão – enxergar e interpretar imagens
  • emoções – alegria, tristeza, ansiedade, comportamento
  • respiração e funções vitais – pressão, batimentos, consciência

Por isso, o AVC pode provocar desde sintomas mais leves até quadros bastante graves.

Em alguns casos, o AVC pode colocar a vida em risco, especialmente quando é hemorrágico ou quando atinge áreas que controlam funções vitais, como respiração e consciência.

Outra razão que torna o AVC tão sério é que o tempo conta muito: as células do cérebro são sensíveis e começam a morrer rapidamente quando não recebem sangue. Por isso existe a frase:

A boa notícia é que, com atendimento rápido, reabilitação adequada e acompanhamento com neurologista, muitas pessoas conseguem recuperar funções e retomar suas atividades, total ou parcialmente.

Como reconhecer os sintomas do AVC?

O AVC costuma aparecer de forma súbita. Aprenda a sigla SAMU

🟢 S – Sorriso

Um lado do rosto fica caído.

🟢 A – Abraço

Fraqueza em um braço ou perna.

🟢 M – Mensagem / Fala

Fala enrolada, dificuldade para falar ou entender.

🟢 U – Urgente

Chame ajuda imediatamente.

Outros sintomas que podem ocorrer:

  • perda súbita da visão
  • tontura intensa
  • desequilíbrio
  • dor de cabeça muito forte e diferente do usual
  • confusão mental
  • dificuldade para engolir

Se algum desses sinais aparecer: procure atendimento urgente. Ligue para 192 (SAMU).

🕐 “Tempo é cérebro” — quanto mais rápido o tratamento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas.

Quem tem maior risco de ter um AVC?

Qualquer pessoa pode ter um AVC, mas algumas têm maior chance de desenvolver a doença ao longo da vida.

Isso acontece porque certos fatores aumentam o desgaste dos vasos sanguíneos ou facilitam a formação de coágulos.

Os fatores de risco podem ser divididos em controláveis e não controláveis.

1. Fatores de risco que podem ser controlados

São aqueles que podem ser tratados, prevenidos ou melhorados com mudança de hábitos e acompanhamento médico.

👉 Pressão alta (hipertensão)
É o principal fator de risco para AVC.
A pressão alta machuca as paredes dos vasos e pode causar entupimentos ou rompimentos.

👉 Diabetes
O excesso de açúcar no sangue danifica os vasos e favorece a formação de placas e coágulos.

👉 Colesterol elevado
O colesterol “ruim” (LDL) pode se acumular nas artérias, formando placas que estreitam ou entopem os vasos.

👉 Tabagismo
O cigarro aumenta a pressão, espessa o sangue e acelera o envelhecimento das artérias, elevando muito o risco de AVC.

👉 Sedentarismo e obesidade
Falta de atividade física contribui para pressão alta, diabetes e colesterol alto — um “combo” perigoso para o cérebro.

👉 Consumo excessivo de álcool
Pode aumentar pressão, arritmias e lesões no fígado, contribuindo para AVC.

👉 Apneia do sono
Paradas respiratórias durante o sono reduzem oxigenação e aumentam pressão e arritmias.

👉 Doenças cardíacas e arritmias
Principalmente a fibrilação atrial, que favorece a formação de coágulos no coração que podem migrar para o cérebro.

👉 Uso irregular de medicações
Interromper remédios para pressão, diabetes ou anticoagulantes sem orientação médica aumenta o risco.

📌 Boa notícia:
a maior parte desses fatores pode ser controlada com tratamento, alimentação adequada, exercícios e acompanhamento médico.

2. Fatores de risco que não podem ser controlados

São características da própria pessoa, mas mesmo assim é possível reduzir o risco global cuidando dos fatores modificáveis.

👉 Idade
O risco aumenta principalmente após os 55 anos, mas jovens também podem ter AVC.

👉 Sexo
Homens têm maior risco ao longo da vida; em mulheres, o AVC pode ter relação com gravidez, uso de anticoncepcionais e menopausa.

👉 Histórico familiar e genética
Ter pai, mãe ou irmãos com AVC aumenta o risco.

👉 AVC prévio ou AIT
Quem já teve AVC ou “mini AVC” tem risco maior de ter outro — por isso o acompanhamento neurológico é essencial.

3. Fatores específicos nas mulheres

Algumas situações elevam o risco feminino:

  • uso de anticoncepcionais hormonais, principalmente em fumantes
  • enxaqueca com aura associada ao cigarro
  • gravidez e pós-parto
  • terapia de reposição hormonal

Por isso, decisões sobre hormônios devem ser sempre discutidas com o médico.

Como prevenir o AVC?

1. Prevenção primária (antes do primeiro AVC)

Consiste em controlar os fatores de risco

  • controlar a pressão é a medida mais importante
  • parar de fumar e tratar diabetes muda o futuro do paciente
  • ter hábitos saudáveis protege o cérebro

Manter hábitos de vida saudáveis é a principal forma de reduzir o risco de um primeiro evento.

2. Prevenção secundária (após já ter tido AVC)

Após um AVC, o risco de um novo evento aumenta, por isso é fundamental:

  • Uso correto das medicações prescritas
  • Controle rigoroso da pressão, glicemia e colesterol
  • Acompanhamento médico regular
  • Investigação e tratamento da causa do AVC

Como é realizado o tratamento na emergência?

O tratamento do AVC na emergência é feito com rapidez e organização, porque tempo é cérebro — quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação e menores as sequelas.

1. Avaliação inicial

Assim que o paciente chega ao hospital:

  • É feita uma avaliação clínica rápida (sintomas, horário de início)
  • Exame neurológico
  • Monitorização de sinais vitais
  • Coleta de exames laboratoriais

Um ponto fundamental é saber a que horas os sintomas começaram, pois isso define quais tratamentos podem ser realizados.

2. Exames de imagem

O paciente é encaminhado com urgência para uma tomografia de crânio (ou, em alguns casos, ressonância).

Esse exame é essencial para diferenciar os dois principais tipos de AVC:

  • AVC isquêmico (causado por entupimento de um vaso)
  • AVC hemorrágico (causado por sangramento)

O tratamento depende totalmente dessa diferença.

3. Tratamento do AVC isquêmico

Quando há obstrução de um vaso cerebral, o objetivo é restabelecer o fluxo sanguíneo o mais rápido possível.

As principais opções são:

3.1. Trombólise venosa

  • Uso de medicação para dissolver o coágulo
  • Deve ser feita, em geral, até 4,5 horas do início dos sintomas
  • Pode melhorar significativamente o desfecho do paciente

3.2. Trombectomia mecânica

  • Procedimento realizado por cateter para retirar o coágulo
  • Indicado em casos selecionados
  • Pode ser realizado em um tempo maior (até cerca de 6 a 24 horas, dependendo do caso)

4. Tratamento do AVC hemorrágico

Quando há sangramento cerebral, o foco é:

  • Controlar a pressão arterial
  • Evitar aumento do sangramento
  • Manejo da pressão intracraniana
  • Em alguns casos, avaliação neurocirúrgica

5. Cuidados gerais na emergência

Independentemente do tipo de AVC, algumas medidas são fundamentais:

  • Controle rigoroso da pressão arterial
  • Controle da glicemia
  • Oxigenação adequada
  • Avaliação da deglutição (para evitar aspiração)
  • Prevenção de complicações

6. Internação e continuidade do tratamento

Após a fase inicial, o paciente geralmente é internado para:

  • Investigação da causa do AVC
  • Início da prevenção de novos eventos
  • Planejamento de reabilitação (fisioterapia, fonoaudiologia, etc.)

Reabilitação após o AVC

A reabilitação após um AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma etapa fundamental do tratamento e tem como objetivo ajudar o paciente a recuperar funções, ganhar independência e melhorar sua qualidade de vida.

🧠 Quando começa a reabilitação?

A reabilitação deve começar o mais cedo possível, muitas vezes ainda durante a internação hospitalar, assim que o paciente estiver estável.

👥 Equipe multidisciplinar

O processo envolve uma equipe especializada, que pode incluir:

  • Fisioterapeuta
  • Fonoaudiólogo
  • Terapeuta ocupacional
  • Psicólogo
  • Médico neurologista

Cada profissional atua em uma área específica da recuperação.

🚶‍♂️ Fisioterapia

A fisioterapia é essencial para:

  • Recuperar força muscular
  • Melhorar equilíbrio e coordenação
  • Treinar a marcha
  • Prevenir rigidez e contraturas

🗣️ Fonoaudiologia

Indicada quando há:

  • Dificuldade para falar
  • Alterações na fala
  • Dificuldade para engolir

Ajuda na comunicação e na segurança alimentar.

🖐️ Terapia ocupacional

Foca na independência do dia a dia:

  • Vestir-se
  • Alimentar-se
  • Higiene pessoal

Também orienta adaptações para facilitar a rotina.

🧩 Reabilitação cognitiva

Pode ser necessária quando há:

  • Alterações de memória
  • Dificuldade de atenção
  • Lentidão de raciocínio

💬 Apoio psicológico

O AVC também impacta o emocional, podendo causar ansiedade, depressão e insegurança. O suporte psicológico é parte importante da recuperação.

A reabilitação é um processo contínuo que exige dedicação, acompanhamento especializado e cuidado integral.

Com tratamento adequado e seguimento regular, é possível recuperar funções, prevenir novos eventos e melhorar significativamente a qualidade de vida.

Qual a importância do acompanhamento com Neurologista?

O acompanhamento com o neurologista é essencial em todas as fases do tratamento.

É esse profissional que avalia a evolução, ajusta medicações, investiga a causa do AVC e orienta estratégias para evitar novos episódios.

O seguimento regular faz toda a diferença na recuperação e na segurança do paciente.

A recuperação varia de acordo com cada paciente, mas é sempre influenciada pelo início precoce da reabilitação e pela adesão ao tratamento.

A Dra. Juliana Freitas realiza uma avaliação neurológica completa, individualizada e humanizada, com foco em compreender cada caso e orientar o melhor tratamento e acompanhamento.

Após um episódio de AVC, o acompanhamento neurológico contínuo também é fundamental.

O seguimento adequado ajuda na reabilitação, na prevenção de novos eventos e na recuperação da autonomia e da qualidade de vida do paciente.

Cada paciente é único — e é assim que a Dra. Juliana Freitas conduz seu atendimento, com uma avaliação detalhada, olhar humanizado e foco em resultados reais na sua qualidade de vida.

👉 Se você já teve um AVC, manter o acompanhamento regular é essencial para sua recuperação e prevenção de novos episódios.

Saiba mais: https://drajulianafreitasneuro.com.br/dor-de-cabeca-quando-procurar-um-neurologista/

https://drajulianafreitasneuro.com.br/quem-e-o-neurologista/

https://drajulianafreitasneuro.com.br/demencia-e-alzheimer-quais-as-diferencas/

https://sbnc.org.br/

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