Cefaleia é o termo técnico para dor de cabeça, é uma condição multifatorial que afeta cerca de 140 milhões de brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Estima-se que cerca de 15% da população sofra de dor de cabeça de forma frequente, sendo uma das principais causas de afastamento do trabalho e redução da produtividade.
As causas são inúmeras, podendo variar desde tensões do dia a dia até condições médicas graves.
Compreender os diferentes tipos e causas da cefaleia é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.
Por isso, é fundamental consultar um especialista na área.
A Dra. Juliana é referência no assunto, abordando de forma completa todo o contexto que envolve a dor de cabeça — desde as causas e sintomas até as implicações na qualidade de vida e o impacto na saúde física e mental.
Com uma avaliação individualizada e um olhar atento às necessidades de cada paciente, ela busca não apenas aliviar a dor, mas também promover bem-estar e qualidade de vida.




Enxaqueca e dor de cabeça são a mesma coisa?
A resposta é: não.
A enxaqueca é um tipo específico de dor de cabeça, classificada como primária, ou seja, não é causada por outra condição médica.
Você sabia que outro nome para enxaqueca é migrânea e tem o mesmo significado.
Sua principal característica é uma dor intensa, geralmente em um dos lados da cabeça, que pode vir acompanhada de:
- Náuseas ou vômitos
- Sensibilidade à luz (fotofobia)
- Sensibilidade a sons (fonofobia)
- Sensibilidade a cheiros (osmofobia)
A duração da crise pode variar entre 4 a 72 horas, e os sintomas podem ser incapacitantes.
Reconhecer e tratar a enxaqueca de forma adequada é fundamental para melhorar o bem-estar e evitar agravamentos.

O que causa a Enxaqueca?
A enxaqueca é causada por uma disfunção neuronal primária, que desencadeia uma sequência de alterações intracranianas e extracranianas.
Essas alterações afetam a excitabilidade cerebral, os vasos sanguíneos e a liberação de neurotransmissores e substâncias inflamatórias.
Esse processo complexo explica a manifestação da enxaqueca em quatro fases distintas:
1. Sintomas premonitórios (ou pródromo)
Podem surgir horas ou até dias antes da dor de cabeça. Incluem mudanças de humor, bocejos frequentes, fadiga, rigidez cervical, alterações de apetite ou sono.
2. Aura (presente em alguns casos)
Alterações visuais, sensoriais, da fala ou motoras que geralmente duram de 5 a 60 minutos. Exemplo: luzes piscando, visão embaçada, formigamento.
3. Dor de cabeça (cefaleia)
Dor latejante, geralmente unilateral, de intensidade moderada a forte, associada a náuseas, vômitos e sensibilidade à luz, sons e cheiros. Pode durar de 4 a 72 horas.
4. Pósdromo
Após o fim da dor, o paciente pode sentir cansaço, dificuldade de concentração, sensibilidade residual e alterações de humor por até 24 horas.
Já ouviu falar no termo enxaqueca com aura?
Algumas pessoas que sofrem de enxaqueca com aura experimentam alterações visuais, sensoriais ou motoras antes da dor de cabeça começar, como por exemplo:
- Tontura ou vertigem
- Fala difícil (disartria)
- Zumbido no ouvido
- Visão dupla
- Falta de coordenação (ataxia)
- Sensação de desmaio
- Perda parcial de audição
Isso acontece por causa de um fenômeno no cérebro chamado depressão cortical propagada.
Mas o que é isso?
A depressão cortical propagada é como uma onda de atividade elétrica anormal que se espalha lentamente pelo cérebro, afetando os neurônios (as células do cérebro) e outras células chamadas gliais. Essa onda altera o funcionamento normal do cérebro por alguns minutos.
Essa alteração pode:
- Causar os sintomas da aura, como visão embaçada, pontos brilhantes, formigamento ou dificuldade para falar;
- Ativar nervos e vasos sanguíneos que estão ligados à dor, especialmente o sistema trigeminovascular, que é muito sensível e está relacionado à dor da enxaqueca;
- Levar à liberação de substâncias inflamatórias no cérebro, que aumentam ainda mais a dor;
- Aumentar a sensibilidade à dor, fazendo com que a dor de cabeça seja mais intensa ou dure mais tempo.
Essa descoberta mostra que a enxaqueca não é só uma dor de cabeça comum, mas sim um processo neurológico complexo, que envolve o cérebro de forma ampla.
Por isso, é fundamental procurar um especialista!
Reconhecer a enxaqueca como uma condição neurológica e entender seus mecanismos é essencial para um tratamento eficaz.
A Dra Juliana é uma profissional capacitada para identificar corretamente o tipo de dor de cabeça, avaliar os fatores envolvidos e indicar o tratamento mais adequado para reduzir a frequência, a intensidade e o impacto das crises na sua qualidade de vida.
Não normalize a dor. Enxaqueca tem tratamento!
Por que a enxaqueca pode “vir de família”?
A enxaqueca é um distúrbio que envolve várias funções do cérebro e, na maioria dos casos, tem forte componente hereditário.
Assim como em várias doenças comuns, não há um único “gene da enxaqueca”, mas sim diversos genes que, somados, podem tornar algumas pessoas mais sensíveis às crises.
Quem herda essa “carga genética” tem um limiar mais baixo para desencadear uma crise — ou seja, basta um gatilho (estresse, sono irregular, certos alimentos etc.) para ocorrer o ataque.
Pesquisas apontam pequenas variações em:
- Canais de membrana (que controlam o fluxo de íons e, assim, a excitabilidade neuronal);
- Receptores químicos no cérebro;
- Enzimas que regulam substâncias inflamatórias ou neurotransmissores.
Essas alterações não causam a enxaqueca sozinhas, mas facilitam o processo que resulta na dor e nos outros sintomas.

Quais os principais gatilhos da enxaqueca?
Muitos fatores do dia a dia podem “puxar o gatilho” de uma crise de enxaqueca.
Conhecer os mais frequentes ajuda você a evitar ou minimizar os ataques:
- Estresse emocional (80%): Tensões no trabalho, brigas, prazos apertados ou preocupações prolongadas são o gatilho mais comum.
- Oscilações hormonais nas mulheres (65%): Queda ou variação nos níveis de estrogênio — especialmente antes ou durante a menstruação, na gravidez e na menopausa.
- Jejum ou pular refeições (57%): Ficar muitas horas sem comer pode provocar queda de açúcar no sangue e desencadear a dor.
- Mudanças climáticas (53%): Frentes frias, tempestades, umidade alta ou pressão atmosférica instável.
- Distúrbios do sono (50%): Dormir pouco, sono fragmentado ou até dormir demais.
- Cheiros fortes (44%): Perfumes, tintas, fumaça ou odores industriais.
- Tensão ou dor no pescoço (38%): Má postura, horas sentado/dirigindo ou notebook no colo.
- Luzes intensas ou intermitentes (38%): Telas de computador e celular, flashes de câmera, luz fluorescente.
- Álcool (38%): Vinho tinto é um gatilho clássico, mas outras bebidas alcoólicas também podem piorar a crise.
- Tabagismo e fumaça (36%): Tanto fumar quanto inalar fumaça de terceiros.
- Dormir tarde ou horário de sono irregular (32%)
- Calor excessivo (30%)
- Certos alimentos (27%): Como queijos maturados, chocolate, alimentos processados com nitratos (ex.: embutidos) ou adoçantes artificiais (ex.: aspartame).
- Exercício intenso (22%): Especialmente sem aquecimento ou em jejum.
- Atividade sexual (5%)

⚠️ Importante:
- Movimentos bruscos de cabeça, espirros e esforços (como ao evacuar) costumam agravar a dor já instalada.
- Nem todo gatilho afeta todas as pessoas; cada paciente tem seu “mapa” pessoal de fatores.
Você sabia que existem vários tipos de Enxaqueca?
Esses subtipos de enxaqueca são raros, mas é importante conhecer.
1. Enxaqueca com aura do tronco encefálico
Antes da dor de cabeça, surgem sinais vindos do tronco cerebral (como tontura, fala embolada, visão dupla, falta de coordenação), mas sem fraqueza muscular.
2. Enxaqueca hemiplégica
Enxaqueca em que, junto com a aura, ocorre fraqueza muscular – perda da força em um braço ou uma perna – geralmente de um lado do corpo.
3. Enxaqueca retiniana
Causa visão embaçada ou ‘manchas escuras’ em apenas um olho, por até 1 hora, depois vem a dor de cabeça
A perda visual costuma vir antes ou junto com a dor de cabeça típica de enxaqueca.
4. Enxaqueca crônica
Dor de cabeça em pelo menos 15 dias por mês, durante mais de 3 meses, e em pelo menos 8 desses dias a dor apresenta características de enxaqueca (como náusea, sensibilidade à luz ou som).
Como as dores são tão frequentes, fica difícil separar um episódio do outro.
Por isso, a enxaqueca crônica é tratada como um tipo específico.
Como a Dra Juliana descobre se você tem enxaqueca?
O diagnóstico é clínico, feito por meio de conversa detalhada e exame neurológico direcionado, seguindo alguns critérios como:
- Duração da dor entre 4 e 72 horas.
- Pelo menos 2 destas características: dor em um só lado da cabeça, sensação latejante (pulsátil), intensidade moderada ou forte, piora ou necessidade de parar atividades (como caminhar ou subir escadas).
- Durante a dor apresentar náusea ou vômito, sensibilidade à luz (fotofobia) e ao som (fonofobia).
- E o mais importante essa dor de cabeça não pode ser causada por outro problema de saúde.

É necessário fazer Ressonância ou Tomografia de Crânio?
Na maioria dos casos de enxaqueca, não é necessário nenhum exame de imagem.
A Dra Juliana avalia o paciente de forma individualizada e quando houver algum sinal de alerta poderá ser solicitado.
Quais são os sinais de alerta?
- Exame neurológico anormal
- Fraqueza nova e persistente
- Perda de visão inexplicável
- Sinais “diferentes” de enxaqueca
- Dor que surge de repente e muito forte (“trovoada”)
- Dor que piora ou melhora drasticamente ao ficar de pé ou deitado
- Dúvida se não é outro tipo de cefaleia
- Quando a dor não segue o padrão típico de enxaqueca
- Suspeita de outra doença de dor de cabeça
- Fatores de risco para problemas secundários
- Início das dores após os 50 anos
- Gravidez
- Imunodeficiência (por exemplo, HIV)
- Mudança importante no quadro
- Aumento súbito da frequência ou intensidade das crises
- Falta de resposta às medicações habituais

Como tratar a enxaqueca?
O tratamento da enxaqueca envolve a terapia abortiva, ou seja, para as crises de dor de cabeça.
E o tratamento preventivo, para diminuir a frequência e a intensidade das crises de dor de cabeça.
1. Terapia para crises de dor de cabeça
- Analgésicos simples
- Triptanos: medicamentos específicos para enxaqueca. Indicados quando os analgésicos simples não bastam
- Antieméticos: para controlar náuseas e vômitos. Podem ajudar a aumentar a absorção dos demais remédios
- Bloqueio anestésico: injeção de anestésico e corticoide em nervo occiptal maior e menor
Dica prática! Inicie o remédio logo nos primeiros sinais de dor de cabeça.
Prefira uma dose única adequada em vez de várias doses pequenas, pois isso costuma aliviar a crise de forma mais rápida e eficaz.
1.1 Bloqueio do nervo occipital para alívio da enxaqueca
Em algumas crises de enxaqueca mais intensas, principalmente quando os remédios não estão sendo suficientes, podemos lançar mão de um procedimento chamado bloqueio do nervo occipital.
Esse bloqueio é feito nos nervos occipitais maior e menor, que ficam na parte de trás da cabeça e estão relacionados à transmissão da dor. O procedimento consiste na aplicação de um anestésico local associado a um corticoide, com o objetivo de aliviar a dor e reduzir a inflamação da região.
É um procedimento simples, realizado no próprio consultório, sem necessidade de internação. A aplicação é rápida e, em geral, bem tolerada pelos pacientes.
Muitos pacientes apresentam melhora importante da dor já nas primeiras horas após o bloqueio, podendo ter alívio que dura dias ou até semanas.
O risco é baixo, e os efeitos colaterais, quando ocorrem, costumam ser leves e temporários, como um pequeno desconforto no local da aplicação.
A Dra Juliana faz a indicação desse procedimento de forma individualizada avaliando cada caso de forma cuidadosa.
2. Terapia preventiva
Para o tratamento preventivo da enxaqueca a escolha da medicação depende de fatores como outras doenças que você tenha, remédios que já usou e possíveis efeitos colaterais.
Entre as opções mais comuns estão:
- Antidepressivos
- Betabloqueadores
- Antiepilépticos
- Toxina botulínica: injeções nos pontos de maior tensão podem ajudar a reduzir crises frequentes.
Uma nova terapia já está em uso que são os Anticorpos monoclonais direcionados ao ligante do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP). Essa substância (CGRP) facilita a dor e a dilatação dos vasos durante a crise.
Essa nova terapia age bloqueando o CGRP, diminuindo a intensidade e a frequência das crises de enxaqueca.
Sabia que a Toxina Botulínica também trata Enxaqueca?
Em alguns pacientes, as crises são tão frequentes e intensas que os tratamentos convencionais não são suficientes.
Nesses casos, a toxina botulínica é uma opção terapêutica eficaz, segura e reconhecida pelas principais diretrizes médicas.
O que é a toxina botulínica?
A toxina botulínica é uma substância produzida a partir da bactéria Clostridium botulinum, utilizada na medicina há décadas para diversas condições neurológicas.
Na enxaqueca, ela atua modulando terminações nervosas responsáveis pela dor, reduzindo a liberação de neurotransmissores envolvidos no processo doloroso.
Seu uso para enxaqueca crônica é aprovado por agências regulatórias e respaldado por estudos científicos robustos.
Para quem o tratamento é indicado?
A toxina botulínica está indicada principalmente para pacientes com enxaqueca crônica, definida como:
- Dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês
- Sendo pelo menos 8 dias com características de enxaqueca
- Por um período superior a 3 meses
- Com falha, intolerância ou resposta insuficiente aos tratamentos preventivos orais
Cada paciente deve ser avaliado individualmente pela Dra Juliana, neurologista, para confirmar a indicação correta

Como a toxina botulínica age na enxaqueca?
Diferente do uso estético, na enxaqueca a toxina age bloqueando a liberação de substâncias inflamatórias e mediadoras da dor nas terminações nervosas. Com isso:
- Diminui a frequência das crises
- Reduz a intensidade da dor
- Melhora a resposta aos tratamentos abortivos
- Reduz o uso excessivo de analgésicos
O efeito é progressivo e cumulativo ao longo dos ciclos de aplicação.
Como é feito o procedimento?
O tratamento consiste na aplicação da toxina em pontos específicos da cabeça, testa, têmporas, nuca e ombros, seguindo um protocolo padronizado.
- O procedimento é realizado em consultório
- Dura em média 15 a 20 minutos
- Não exige anestesia
- O paciente retorna às suas atividades no mesmo dia
As aplicações são feitas, em geral, a cada 12 semanas (3 meses).
Quando começam os resultados?
Os efeitos costumam iniciar entre 7 e 14 dias após a aplicação, com melhora progressiva ao longo das semanas.
O benefício tende a se manter com as reaplicações regulares.
A toxina botulínica substitui os remédios?
Não necessariamente. Em muitos casos, a toxina botulínica faz parte de um tratamento combinado, junto com:
- Medicações preventivas
- Ajustes no estilo de vida
- Controle do sono
- Tratamento da ansiedade, depressão e outros fatores associados
A decisão sobre manter ou suspender medicamentos é sempre individualizada.
Essa toxina é segura?
Sim. Quando aplicada por médico habilitado e dentro das doses corretas, a toxina botulínica é considerada um tratamento seguro e bem tolerado.
Os efeitos colaterais, quando ocorrem, costumam ser leves e transitórios, como:
- Dor local
- Pequena fraqueza muscular temporária
- Sensação de peso na testa
Eventos adversos graves são raros.
Quem não pode fazer?
O tratamento não é indicado para:
- Gestantes ou lactantes
- Pacientes com doenças neuromusculares específicas
- Pessoas com infecção ativa no local de aplicação
- Pacientes com alergia conhecida à substância
A avaliação médica é indispensável antes de qualquer aplicação.
Esse tratamento cura a enxaqueca?
Não. A enxaqueca é uma doença crônica.
A toxina botulínica não é curativa, mas é uma importante ferramenta para o controle das crises, proporcionando redução significativa da frequência e da intensidade da dor em muitos pacientes.
A toxina botulínica é um tratamento moderno, eficaz e seguro para pacientes com enxaqueca crônica que não obtêm controle adequado com as terapias tradicionais.
A indicação correta e o acompanhamento médico são fundamentais para alcançar bons resultados.
Se você sofre com enxaqueca frequente, procure avaliação com a Dra Juliana para verificar se esse tratamento é indicado para o seu caso.
Lembre-se: o tratamento com toxina botulínica deve ser indicado somente após avaliação neurológica individualizada com a Dra Juliana.

Já ouviu falar nos Anticorpos monoclonais, as canetas para enxaqueca?
Os anticorpos monoclonais são uma opção moderna e eficaz para a prevenção da enxaqueca, especialmente em pacientes com crises frequentes ou que não tiveram boa resposta aos tratamentos tradicionais.
Como atuam?
Essas medicações agem de forma direcionada em uma substância chamada CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina) ou no seu receptor.
O CGRP tem um papel importante na transmissão da dor e na inflamação associada à enxaqueca.
Ao bloquear essa via, os anticorpos ajudam a reduzir a frequência, a intensidade e a duração das crises.

Como é feito o tratamento?
O tratamento é realizado por meio de aplicações periódicas, geralmente mensais, com o uso da caneta injetável.
A aplicação é simples, feita por via subcutânea, e pode ser realizada de forma prática pelo próprio paciente, com orientação médica.
Quando indicar?
Os anticorpos monoclonais são indicados principalmente para:
- Pacientes com enxaqueca frequente (mais de 4 dias de dor por mês)
- Enxaqueca crônica
- Falha, intolerância ou contraindicação a outros tratamentos preventivos
- Pacientes com grande impacto na qualidade de vida devido às crises
Quais as contraindicações e os cuidados?
Embora sejam, em geral, bem tolerados, algumas situações exigem cautela ou evitam o uso:
- Gestação e amamentação
- Histórico de alergia à medicação
A indicação deve sempre ser individualizada e feita pelo neurologista
Quais os efeitos colaterais?
Os efeitos colaterais costumam ser leves e pouco frequentes, podendo incluir:
- Dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação
Quais as vantagens?
- Ação específica no mecanismo da enxaqueca
- Menor risco de efeitos colaterais sistêmicos
- Facilidade de uso (aplicações mensais ou trimestrais)
- Redução significativa da frequência das crises em muitos pacientes
Você já ouviu falar no Diário de Crises?
Manter um diário de crises é uma das ferramentas mais eficazes para entender e controlar suas enxaquecas.
Veja como funciona:
1. O que anotar em cada dia de crise
- Data e hora de início e término da dor.
- Intensidade da dor (por exemplo, de 0 a 10).
- Localização (um lado da cabeça, ambos, nuca, testa etc.).
- Sintomas associados (náusea, vômito, sensibilidade à luz ou som, aura etc.).
- Gatilhos possíveis (o que você comeu, como dormiu, nível de estresse, clima, cheiros, exercícios).
- Medicação tomada (nome, dose, hora) e resposta (melhorou? em quanto tempo?).
- Outros fatores (menstruação, viagens, alterações de rotina).
2. Por que é importante
- Identificar padrões: você percebe melhor quais gatilhos são mais frequentes.
- Avaliar eficácia: mostra quais remédios funcionam ou não.
- Ajudar o médico: fornece informações detalhadas para ajustar o tratamento preventivo e abortivo.
3. Como manter o hábito
- Escolha um formato: caderno, planilha ou aplicativo de celular.
- Anote imediatamente ao sentir a crise ou logo após.
- Reveja semanalmente: veja se surgem padrões (p. ex., crises sempre após estresse ou certos alimentos).
- Leve para Dra. Juliana em cada consulta.

Não esqueça o mais importante, a prevenção da Enxaqueca!
Além dos remédios, é essencial adotar hábitos que ajudam a evitar crises:
- Higiene do sono: horários regulares para dormir e acordar.
- Refeições balanceadas: não ficar longos períodos em jejum.
- Exercícios físicos: prática leve a moderada, de forma consistente.
- Evitar gatilhos: estresse, certos alimentos, variações de clima, etc.
- Suporte psicológico: acompanhamento com psicólogo e terapia cognitivo-comportamental.
- Fisioterapia: liberação miofascial e alongamentos se houver tensão muscular.
Lembre-se: prevenir crises é tão importante quanto tratá-las.

Um plano que combine medicação, mudanças de estilo de vida e terapias complementares traz muito mais qualidade de vida!
Com escuta atenta, olhar clínico apurado e uma abordagem integral, a Dra. Juliana pode ajudá-lo(a) a compreender melhor seus sintomas, definir um diagnóstico preciso e, acima de tudo, oferecer apoio e orientação para lidar com as mais diversas condições neurológicas, com mais leveza, informação e qualidade de vida.
Se você está em busca de um cuidado neurológico de excelência — com uma profissional experiente, dedicada e que valoriza profundamente o atendimento individualizado — agende uma consulta com a Dra. Juliana Freitas.
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