A enxaqueca é três vezes mais comum nas mulheres do que nos homens. Ela costuma aparecer ainda na juventude, mas atinge o pico entre os 30 e 39 anos. Nessa faixa etária, 24% das mulheres têm enxaqueca, contra apenas 7% dos homens.
A enxaqueca é uma condição neurológica que envolve alterações no funcionamento dos vasos sanguíneos e da química cerebral.
Ela pode causar dor intensa, náuseas, sensibilidade à luz e ao som — e até incapacidade de seguir com as atividades do dia a dia.
A Dra Juliana é neurologista e ajuda cada mulher a entender o que está por trás de suas dores e encontrar um caminho para retomar a qualidade de vida.
A enxaqueca não precisa dominar seus dias — e você não precisa conviver com essa dor sozinha.
Se você sente que já tentou de tudo e não vê melhora, talvez ainda não tenha encontrado o tratamento certo para você.




Por que a enxaqueca é mais comum nas mulheres?
Nas mulheres, os hormônios têm um papel fundamental nesse processo.
- A variação dos níveis de estrogênio ao longo do ciclo menstrual pode desencadear crises de enxaqueca.
- Muitas pacientes relatam piora na TPM, na pausa do anticoncepcional ou na menstruação.
- A gravidez, o puerpério e a menopausa também podem influenciar a frequência e intensidade das crises.
- Além disso, o estresse, a sobrecarga mental, as múltiplas jornadas e questões emocionais também impactam diretamente a saúde neurológica da mulher.

O papel do estrogênio na enxaqueca
O estrogênio é um hormônio que varia bastante no corpo da mulher ao longo do ciclo menstrual. Essas variações podem influenciar diretamente o surgimento das crises de enxaqueca.
A dor costuma piorar quando o estrogênio cai — o que pode acontecer:
- Poucos dias antes ou durante a menstruação
- Na pausa do anticoncepcional
- Na troca ou interrupção de hormônios
- Na fase da menopausa ou pós-parto

Mas afinal o que é Enxaqueca?
A enxaqueca é um tipo específico de dor de cabeça, classificada como primária, ou seja, não é causada por outra condição médica.
Você sabia que outro nome para enxaqueca é migrânea e tem o mesmo significado.
Sua principal característica é uma dor intensa, geralmente em um dos lados da cabeça, que pode vir acompanhada de:
- Náuseas ou vômitos
- Sensibilidade à luz (fotofobia)
- Sensibilidade a sons (fonofobia)
- Sensibilidade a cheiros (osmofobia)
A duração da crise pode variar entre 4 a 72 horas, e os sintomas podem ser incapacitantes.
Reconhecer e tratar a enxaqueca de forma adequada é fundamental para melhorar o bem-estar e evitar agravamentos.
Já ouviu falar no termo enxaqueca com aura?
Algumas mulheres que sofrem de enxaqueca com aura experimentam alterações visuais, sensoriais ou motoras antes da dor de cabeça começar, como por exemplo:
- Tontura ou vertigem
- Fala difícil (disartria)
- Zumbido no ouvido
- Visão dupla
- Falta de coordenação (ataxia)
- Sensação de desmaio
- Perda parcial de audição

Quais são os tipos de enxaqueca na mulher?
Existem três tipos principais de enxaqueca relacionadas ao ciclo menstrual. Entender qual é o seu tipo ajuda a direcionar o tratamento da forma certa.
Enxaqueca Menstrual (MM)
- Acontece somente na época da menstruação.
- As crises ocorrem entre dois dias antes e até três dias depois do início do sangramento.
- Fora desse período, não há crises.
- Pode ser com ou sem aura.

Enxaqueca Relacionada à Menstruação (MRM)
- As crises também aparecem perto da menstruação (de -2 até +3 dias).
- Mas também podem ocorrer em outros momentos do ciclo.
- O padrão é que apareça durante a menstruação em pelo menos dois de cada três ciclos menstruais.
- Pode ser com ou sem aura.
Enxaqueca Não Menstrual (ENM)
- Acontece fora do período da menstruação.
- Ou seja, as crises aparecem em outros momentos do ciclo, sem relação direta com o sangramento.
- Também pode ser com ou sem aura.
Por que é importante saber o tipo?
Identificar o padrão das suas crises ajuda a entender se os hormônios estão influenciando a enxaqueca.
Isso permite um tratamento mais direcionado, que pode envolver mudanças no estilo de vida, uso ou ajuste de anticoncepcionais, e até terapias preventivas específicas.
Se você percebe que sua dor de cabeça tem relação com a menstruação, vale a pena conversar com a Dra. Juliana, neurologista.
E o anticoncepcional, pode piorar?
Sim!
Anticoncepcionais que contêm estrogênio podem, em algumas mulheres, aumentar a frequência ou intensidade das crises — especialmente durante a pausa do remédio, quando ocorre a queda do hormônio.
Por isso, é muito importante avaliar com cuidado o tipo de anticoncepcional usado por quem sofre de enxaqueca, especialmente se houver aura.

Qual é a relação entre anticoncepcional e AVC?
Alguns anticoncepcionais, especialmente os que contêm estrogênio, podem aumentar o risco de formação de coágulos no sangue. Esses coágulos podem obstruir os vasos sanguíneos do cérebro, causando um AVC isquêmico.
Esse risco é maior em mulheres que têm outros fatores associados, como:
- Enxaqueca com aura
- Pressão alta (hipertensão)
- Tabagismo (cigarro)
- História familiar de AVC ou trombose
- Problemas de coagulação
- Idade acima de 35 anos

E se a mulher tem enxaqueca?
Se a mulher tem enxaqueca com aura (aqueles sintomas visuais ou sensoriais que aparecem antes da dor), o uso de anticoncepcionais com estrogênio pode aumentar ainda mais o risco de AVC.
Nesses casos, é muito importante conversar com a Dra. Juliana, neurologista e com o ginecologista para avaliar o melhor método.
Dica importante: nunca interrompa o uso do anticoncepcional por conta própria. Sempre converse com o médico antes de fazer qualquer mudança.
Por isso, a Dra. Juliana avalia de forma completa a saúde neurológica da mulher — incluindo o tipo de enxaqueca, o uso de anticoncepcionais e os fatores de risco.
Assim, é possível tomar decisões mais seguras e personalizadas sobre o melhor tratamento e a prevenção de doenças como o AVC.
Como é a consulta da Dra. Juliana para mulheres com enxaqueca?
Cada mulher tem uma história e um corpo diferente.
Por isso, o atendimento é feito com calma, escuta e atenção aos detalhes. Na consulta, a Dra. Juliana:
✔️ Investiga o tipo e a frequência das crises
✔️ Avalia possíveis gatilhos hormonais e emocionais
✔️ Revisa o uso de anticoncepcionais
✔️ Indica o melhor tratamento para cada caso — com ou sem medicação
✔️ Oferece orientações práticas para prevenir novas crises
Se você sofre com enxaqueca, principalmente perto do ciclo menstrual, saiba que isso tem tratamento — e você não precisa conviver com essa dor para sempre.

Como é feito o tratamento para enxaqueca na mulher?
O tratamento pode ser dividido em duas partes – a fase aguda e a fase preventiva:
Tratamento Agudo
Quando a crise de enxaqueca começa, o objetivo principal é aliviar a dor e os sintomas o mais rápido possível.
Para isso, usamos o que chamamos de tratamento agudo.
É o tratamento que a pessoa usa durante a crise, quando a dor de cabeça já começou.
Ele serve para reduzir ou interromper a dor e os outros sintomas (como náusea, sensibilidade à luz e ao som), mas não evita novas crises. Ou seja, não é um tratamento preventivo — é para uso imediato, quando a enxaqueca aparece.
O tratamento agudo pode variar de pessoa para pessoa, mas geralmente segue estas etapas:
- Analgésicos simples – como dipirona, paracetamol ou anti-inflamatórios.
- Medicamentos específicos para enxaqueca – como os triptanos, que agem diretamente nos mecanismos da dor da enxaqueca.
- Em alguns casos, podem ser associados remédios para náuseas ou outros sintomas.

Tratamento Preventivo
É um tipo de tratamento que não é usado durante a crise, mas sim de forma regular, para evitar que as crises aconteçam ou fiquem menos intensas.
Existem duas formas de fazer a prevenção:
- Miniprofilaxia – o remédio é tomado só em períodos previsíveis de dor, como perto da menstruação, quando as crises costumam aparecer.
- Profilaxia contínua – o medicamento é tomado todos os dias, para reduzir a frequência e intensidade das crises.
Esses tratamentos são ajustados de forma personalizada e a resposta costuma ser avaliada após 2 a 3 meses de uso.
Estilo de vida e enxaqueca: o que você faz no dia a dia também influencia suas crises
Além dos medicamentos, hábitos simples do dia a dia podem ajudar (e muito!) a prevenir as crises de enxaqueca.
Muitas vezes, pequenos ajustes na rotina já fazem diferença na frequência e intensidade das dores.
🕒 Rotina faz bem para o cérebro
Nosso corpo (e especialmente o cérebro) gosta de rotina.
Por isso, manter horários regulares para dormir, se alimentar e se exercitar é uma das melhores formas de evitar crises.
Aqui vão algumas orientações:
✅ Durma bem: tente manter um horário fixo para dormir e acordar, inclusive aos finais de semana.
✅ Alimente-se regularmente: evite longos períodos em jejum, e prefira refeições equilibradas.
✅ Exercite-se com moderação: atividades físicas regulares ajudam a reduzir o estresse e equilibrar os hormônios.
✅ Hidrate-se: a desidratação também pode ser um gatilho.

✍️ Use um diário de sintomas
Uma dica importante é anotar os episódios de enxaqueca em um diário ou aplicativo. Isso ajuda a:
- Identificar gatilhos (como alimentos, cheiros, estresse, fases do ciclo menstrual)
- Acompanhar a frequência e duração das crises
- Avaliar a resposta aos tratamentos
- Ter mais clareza sobre a evolução da condição
Esse material também é muito útil para a consulta com a Dra. Juliana, pois ajuda no diagnóstico e na escolha do melhor tratamento.
Cuidar da enxaqueca vai além dos remédios. Um estilo de vida saudável é parte essencial do controle da doença.
O que faz a diferença no tratamento?
Nem toda dor de cabeça é igual. E mais importante: nem todo tratamento funciona da mesma forma para todas as mulheres.
É por isso que, a Dra. Juliana, adota uma abordagem individualizada e monta um plano de tratamento especifico para cada caso levando em consideração as especificidades do corpo e da rotina feminina.
Aqui está o que você pode esperar:
✅ Escuta ativa e acolhimento — cada história importa
✅ Avaliação completa do padrão das crises e dos gatilhos hormonais
✅ Discussão sobre o uso ou troca do anticoncepcional, quando necessário
✅ Orientação sobre estilo de vida, sono, alimentação e saúde emocional
✅ Opções de tratamento modernas, que vão além dos analgésicos
✅ Se necessário, uso de terapias preventivas específicas como anticorpos monoclonais
Enxaqueca nas diferentes fases da vida da mulher
Enxaqueca na gravidez: o que esperar?
Durante a gestação, é comum que o corpo passe por muitas mudanças — e isso também pode afetar o comportamento da enxaqueca.
- No primeiro trimestre, muitas mulheres percebem que as crises podem piorar.
- A partir do segundo trimestre, cerca de 80% das gestantes sentem melhora nas dores.
- A gravidez costuma reduzir a enxaqueca tanto em quem tem aura quanto em quem não tem, mas a melhora tende a ser maior nas mulheres que têm enxaqueca sem aura.
Essa melhora está relacionada às mudanças hormonais, especialmente ao aumento estável dos níveis de estrogênio, que parece ter um efeito protetor contra as crises.
É possível tratar enxaqueca na gravidez?
Sim, mas com cuidados especiais. Nem todos os medicamentos são seguros na gestação, por isso é fundamental ter acompanhamento médico.
Em muitos casos, o tratamento durante a gravidez é feito com:
✅ Ajustes na alimentação e hidratação
✅ Rotina de sono equilibrada
✅ Técnicas de relaxamento e controle do estresse
✅ Uso de medicamentos seguros, quando necessário e com orientação
Cada gestação é única!
Se você tem enxaqueca e está grávida ou pensando em engravidar, o ideal é conversar com a Dra. Juliana, neurologista, para planejar o melhor cuidado nesse período.

Enxaqueca na amamentação: o que você precisa saber
Se você está no período de amamentação e tem enxaqueca, é normal se perguntar se as crises vão melhorar ou se os tratamentos são seguros nesse momento.
A boa notícia é que a amamentação pode ter um efeito protetor contra as crises.
A amamentação (ou até mesmo a extração do leite materno com bomba) está associada a níveis mais estáveis de estrogênio, o que pode ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca.
Muitas mulheres relatam uma melhora nesse período — principalmente se já tinham enxaqueca sem aura.
Caso as crises de dor de cabeça apareçam alguns medicamentos são considerados seguros para quem está amamentando, como:
- ✅ Antiinflamatórios (AINEs)
- ✅ Triptanos — medicamentos específicos para enxaqueca.
Esses remédios podem ser usados com segurança em muitas situações, mas é essencial contar com o acompanhamento da Dra. Juliana para garantir o tratamento adequado sem riscos para o bebê.
Cuidar de você também é cuidar do seu bebê!
Se você está no pós-parto e convivendo com enxaqueca, saiba que existe tratamento seguro e eficaz para esse momento da vida.

Enxaqueca na perimenopausa e pós-menopausa: entenda o que muda
A chegada da menopausa é um momento natural da vida da mulher, mas pode trazer algumas mudanças no corpo — e a enxaqueca é uma delas.
Durante essa fase, muitas pacientes percebem que as dores de cabeça ficam mais frequentes ou intensas, especialmente na transição para a menopausa, conhecida como perimenopausa.
Nessa fase, os níveis de estrogênio começam a oscilar bastante, o que pode piorar os sintomas da enxaqueca, principalmente em mulheres que já tinham crises relacionadas ao ciclo hormonal.
Por outro lado, após a menopausa se estabilizar, muitas mulheres melhoram, pois os níveis hormonais deixam de variar tanto.
Existem opções de tratamento?
Sim. Para quem sente piora da enxaqueca durante a perimenopausa, existem duas abordagens possíveis:
- Tratar apenas a enxaqueca, com as medicações já conhecidas (tratamento agudo e/ou preventivo).
- Tratar a enxaqueca e os sintomas da menopausa ao mesmo tempo, com terapia hormonal (como anticoncepcionais com estrogênio ou reposição hormonal), desde que não haja contraindicações.
A escolha do tratamento depende de vários fatores:
✔️ Preferências da paciente
✔️ Presença de outros sintomas da menopausa (como ondas de calor, insônia, irritabilidade)
✔️ Histórico de saúde
✔️ Custo e acesso às opções

A Dra. Juliana oferece um atendimento de excelência, pensado para cada fase da vida da mulher — da primeira menstruação à menopausa.
Com escuta atenta, cuidado individualizado e conhecimento atualizado, ela cuida da saúde neurológica feminina com empatia e precisão.
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