Pular para o conteúdo principal

Dra Juliana Freitas – Neurologista em Recife – PE

A Crise convulsiva é um episódio único em que há movimentos involuntários, “tremores” ou perda de consciência devido a uma descarga elétrica anormal no cérebro.

Pode ocorrer por diversos motivos — febre alta, alterações nos níveis de açúcar ou eletrólitos, falta de oxigênio, intoxicações ou traumatismos.

Ter uma crise isolada não significa ter epilepsia!

Já a Epilepsia é uma condição crônica caracterizada por duas ou mais crises convulsivas não provocadas, geralmente com intervalo de mais de 24 horas entre elas.

Indica que o cérebro tem tendência a produzir crises espontâneas repetidas.

Para identificar se uma pessoa teve apenas uma crise convulsiva isolada ou se há epilepsia (tendência a crises repetidas), é indispensável avaliação com a Dra Juliana – neurologista especialista.

Ela irá realizar uma entrevista clínica detalhada, exame neurológico, revisão de histórico familiar, possíveis gatilhos e solicitação de exames complementares se for o caso.

Por que é importante diferenciar?

  • Na crise isolada, identificamos e tratamos a causa imediata; pode não haver necessidade de medicações contínuas.
  • Na epilepsia, geralmente é preciso usar anticonvulsivantes regularmente para reduzir a chance de novas crises.

O que fazer em caso de crise convulsiva?

  1. Proteja a pessoa afastando objetos perigosos
  2. Não tente segurar os movimentos da pessoa
  3. Não coloque a sua mão na boca da pessoa – para tentar desenrolar a língua
  4. Após a crise, coloque-a de lado (posição de recuperação) para garantir que respire bem
  5. Chame ajuda médica se a crise durar mais de 5 minutos chame o SAMU.

Se as crises ocorrerem mais de uma vez, procure a Dra Juliana para avaliação e, se necessário, iniciar o tratamento adequado para epilepsia.

Qual a definição de Epilepsia?

Para definir Epilepsia é necessário apresentar qualquer uma das seguintes condições:

  • Duas ou mais convulsões não provocadas, com intervalo de pelo menos 24 horas entre elas.

“Não provocadas” significa que não foram causadas por febre alta, desequilíbrios de glicose, álcool, drogas ou outra condição aguda.

  • Uma única convulsão não provocada e alto risco (≥ 60 %) de ter novas crises nos próximos 10 anos.

Esse risco aumentado pode ocorrer se você já teve lesões cerebrais antigas, como um AVC, uma infecção no cérebro ou traumatismo craniano.

  • Apresentar uma síndrome epiléptica já conhecida, mesmo sem ter ocorrido duas convulsões.

Alguns tipos de epilepsia são caracterizados por padrões típicos de crises e achados específicos no eletroencefalograma ou exame clínico.

Por que acontecem convulsões e epilepsia?

Convulsões são como “curtos-circuitos” elétricos no cérebro.

Podem acontecer uma única vez ou várias vezes (quando falamos em epilepsia).

Na maioria das vezes, existe algum “gatilho” que provoca essa descarga anormal.

Veja os mais comuns:

  • AVC isquêmico ou hemorrágico: quando um coágulo bloqueia ou um vaso rompe e sangra no cérebro.
  • Hematoma subdural: acúmulo de sangue entre o crânio e o cérebro após batida na cabeça.
  • Hemorragia subaracnoide: sangramento na camada que envolve o cérebro, causada por rompimento de vaso.
  • Trombose venosa cerebral: coágulo nas veias que drenam o sangue do cérebro.
  • Traumatismo crânio-encefálico agudo (TCE): lesão direta no cérebro por impacto forte.
  • Eclâmpsia: crises convulsivas que ocorrem na gravidez, associadas à pressão alta.
  • Lesão hipóxico-isquêmica: falta de oxigênio no cérebro (por exemplo, parada cardíaca).
  • Abscesso cerebral: infecção que forma uma “bolsa de pus” no cérebro.
  • Meningite ou encefalite: inflamação das membranas ou do tecido cerebral por vírus ou bactérias.
  • Alterações metabólicas: como açúcar no sangue muito baixo ou muito alto, ou desequilíbrios de sódio.
  • Uremia: acúmulo de toxinas no corpo por falha nos rins.
  • Hipertireoidismo: tireoide muito ativa, que afeta o funcionamento do cérebro.
  • Intoxicação, envenenamento ou overdose: substâncias que alteram quimicamente a atividade cerebral.

Quais os tipos de convulsões?

As crises convulsivas são divididas em dois grandes grupos, de acordo com onde “começam” no cérebro:

1. Convulsões focais

Começam em uma área específica do cérebro.

A partir daí, podem se espalhar ou permanecer restritas.

Dentro das focais, há dois subtipos:

Focais com consciência preservada

Você permanece acordado e alerta, mas pode perceber sensações estranhas, como formigamento, visão distorcida ou ouvir sons incomuns.

Focais com consciência alterada

Durante a crise, você fica confuso, não reage normalmente ao ambiente e pode fazer movimentos repetitivos (por exemplo, mastigar, esfregar as mãos).

Em alguns casos, a crise focal pode “evoluir” e envolver todo o cérebro, passando a parecer uma crise generalizada.

2. Convulsões generalizadas

Iniciam simultaneamente nos dois lados do cérebro e costumam afetar a consciência desde o começo.

Os principais tipos são:

  • Tônico-clônicas: envolvem duas fases – parte tônica (rigidez dos músculos) e a clônica (sacolejos rítmicos). Geralmente há perda de consciência completa.
  • Ausências: são breves (segundos) e causam uma “desligada” súbita, com olhar fixo e sem resposta; a pessoa retoma a atividade sem perceber que ficou “fora do ar”.
  • Mioclônicas: pequenos “choques” ou contrações rápidas e isoladas de um braço, perna ou de todo o corpo.
  • Tônicas: rigidez súbita dos músculos, sem sacudidas repetitivas.
  • Atônicas: perda repentina do tônus muscular, fazendo a pessoa “desabar” ou “cair” sem aviso.

🔍 Por que isso importa?

Saber o tipo de crise ajuda a escolher o melhor tratamento.

Cada tipo tem sinais e cuidados específicos, e esse conhecimento é importante para evitar novas crises e reduzir riscos.

Se você ou alguém próximo tem convulsões, anote bem o que acontece (movimentos, duração, consciência) e leve essas informações para a consulta neurológica com a Dra Juliana Freitas.

 Isso faz toda a diferença na hora de encontrar o tratamento certo!

Como é a consulta com a Dra. Juliana Freitas para Crise Convulsiva e Epilepsia?

1. Entrevista clínica detalhada

Uma consulta individualizada e com o tempo necessário para avaliar todo caso em questão.

Os objetivos principais durante a investigação de uma primeira crise convulsiva são:

Foi mesmo uma convulsão?

Às vezes se confunde com desmaio, tremores por ansiedade ou outros sinais. Confirmar se foi de fato uma crise convulsiva no cérebro evita diagnósticos errados.

Por que aconteceu?

Se teve um gatilho claro (febre alta, desequilíbrio no corpo, intoxicação) ou se não houve causa aparente.

O que há por trás no cérebro?

Em crises sem causa aparente, é preciso investigar se existe alguma lesão ou alteração cerebral, como cicatriz de AVC antigo, tumor ou alteração genética.

Qual o risco de ter outra crise?

Saber as chances de recorrência direciona o tratamento. No caso de crise provocada – tratar somente a causa. E se o risco de nova crise for alto – iniciar medicação anticonvulsivante.

Além disso, é importante descrever o que acontece antes, durante e depois de uma crise convulsiva.

Identificar todas essas fases é essencial para o raciocínio clínico neurológico.

Entenda quais são as fases da crise convulsiva:

  1. Pródromo (dias ou horas antes): sensação vaga de mal-estar, alteração de humor, dor de cabeça leve. Nem sempre presente.
  2. Aura (segundos a minutos antes): “avisos” que surgem antes das crises – como – sensações anormais (formigamento, gosto metálico, cheiro forte), alterações visuais (luzes piscando, pontos), sintomas auditivos (sons distorcidos). Isso permite perceber que a crise está para começar.
  3. Ictus (fase ativa da crise): é realmente a fase mais visível da crise, pois é quando ocorrem as contrações musculares e os movimentos que todos percebem
  4. Pós-ictal (após a crise): confusão, sonolência, dor de cabeça, fraqueza de um lado do corpo, duração de minutos a horas até o retorno ao estado habitual.

Também é necessário questionar sobre outros achados associados durante uma crise convulsiva como:

  • Boca torta ou língua mordida
  • Perda urinária ou fecal
  • Lábios arroxeados
  • Movimentos automáticos (mastigar, engolir, esfregar as mãos)
  • Gemas ou grunhidos involuntários
  • Olhar fixo ou desvio dos olhos

Essa parte da consulta é de fundamental importância para direcionar o restante da investigação!

2. Exame Neurológico Completo

Para a investigação de Epilepsia o exame neurológico não é tão detalhado como em outras doenças neurológicas.

No exame neurológico para epilepsia, o foco é descobrir se há sinais que indiquem uma lesão cerebral de um lado só. Para isso, a Dra. Juliana vai avaliar:

  • Fraqueza em um braço ou perna: pode significar que aquela área do cérebro está comprometida.
  • Hiperreflexia (reflexos exagerados): um reflexo muito “vivo” pode apontar para alteração do lado oposto do cérebro.
  • Sinal de Babinski positivo: quando o dedão do pé sobe ao estimular a sola, é um sinal de lesão no trato nervoso que controla o movimento, geralmente do lado oposto.

Se algum desses achados aparecer vale a pena solicitar exames de imagem (ressonância ou tomografia) para localizar melhor qualquer alteração estrutural.

Isso ajuda a descobrir a causa da crise e escolher o melhor tratamento para você.

3. Exames Complementares (quando indicados)

Os principais exames solicitados na investigação de Epilepsia são:

  • Exames laboratoriais (sangue): verificam desequilíbrios como açúcar (glicose), eletrólitos (sódio, potássio), função renal e tireoide. ajudam a descartar causas “provocadas” de convulsão, como hipoglicemia ou alterações metabólicas.
  • Eletroencefalograma (EEG): é um exame indolor, em que colocam eletrodos na cabeça para captar a atividade elétrica do cérebro. Mostra se existe uma área com descarga elétrica anormal que pode explicar as crises.
  • Neuroimagem (ressonância magnética ou tomografia de crânio): se houver achados importantes na história ou exame físico. Revela alterações estruturais, como cicatrizes de AVC antigo, tumores, malformações ou hematomas.

3. Entendendo o Diagnóstico

Nem sempre o diagnóstico acontece na primeira consulta — e tudo bem!

Porque cada crise é única, às vezes, ainda não teve tempo de apresentar uma segunda convulsão (“o padrão” da epilepsia), ou ainda não se tem todas as informações sobre o que aconteceu.

Nesse momento é importante esclarecer a diferença entre crise isolada e epilepsia.

É sempre importante orientar sobre primeiros socorros em caso de nova crise.

A importância de manter um Diário de Crises Convulsivas.

O seu diário de crises convulsivas serve justamente para reunir todas as informações que vão ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a planejar o tratamento.

Nele você pode anotar, para cada episódio:

  • Data e hora de início e fim da crise
  • Descrição dos sinais observados (rigidez, sacudidas, perda de consciência, movimentos automáticos)
  • Tipo aparente de crise (focal, generalizada, mioclônica, tônico-clônica etc.)
  • Sintomas que vieram antes (aura, sensação estranha, gosto ou cheiro anormais)
  • Fatores potenciais (febre, sono irregular, estresse, medicação, jejum, álcool)
  • Medicação usada (nome, dose, horário) e se ajudou a interromper a crise
  • Pós-crise: quanto tempo você ficou confuso, sonolento, fraco (estado pós-ictal)
  • Testemunhas: o que familiares ou quem estava por perto descreveu do episódio
  • Vídeos ou anotações adicionais (caso alguém tenha gravado um curto clipe da crise)

Lembre-se trazer qualquer filmagem ou relato de testemunhas ajuda a entender melhor os episódios.

4. Plano de Tratamento Personalizado

A cada paciente, a Dra. Juliana monta um plano de tratamento sob medida, com base no tipo de crise e nas suas necessidades:

  1. Escolha de anticonvulsivantes
    • Medicamentos indicados conforme o tipo de convulsão (focal, generalizada, etc.).
    • Explicação clara dos benefícios, efeitos colaterais e como tomar.
  2. Acompanhamento e ajustes
    • Revisões periódicas para avaliar a eficácia e possíveis reações.
    • Ajuste de dose ou combinação de remédios, se necessário, para controlar melhor as crises.
  3. Opções adicionais em casos especiais
    • Neuromodulação: aparelhos que usam estímulos elétricos ou magnéticos para reduzir crises.
    • Dieta cetogênica: alimentação com baixo carboidrato, alta gordura, indicada em alguns tipos de epilepsia resistentes.
    • Neurocirurgia: em situações selecionadas, para remover ou desconectar a área que gera as crises.

🔍 Por que isso é importante? Cada corpo reage de um jeito.

Um plano individualizado maximiza o controle das crises, minimiza efeitos colaterais e melhora sua qualidade de vida.

Com a Dra. Juliana, você terá todo o suporte para encontrar a combinação ideal de tratamentos! Agende sua consulta!

Leia mais: Saiba quando procurar um Neurologista

Dor de Cabeça: quando procurar um Neurologista?

Demência e Alzheimer: entenda as diferenças

http://www.ilae.org

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *