Quando se fala em perda de memória, é comum que as pessoas pensem imediatamente na demência de Alzheimer.
No entanto, é essencial compreender que o Alzheimer é apenas um dos vários tipos de demência.
Embora ambos estejam associados a dificuldades de memória, concentração e comunicação, existem diferenças significativas entre eles.
Esquecimentos do dia a dia nem sempre indicam demência!
No entanto, o esquecimento só é considerado um sintoma de uma doença neurológica quando começa a causar prejuízos funcionais em atividades importantes do dia a dia — como cuidar da higiene pessoal, administrar finanças ou preparar refeições — e quando afeta outros domínios do cérebro, como a linguagem, a coordenação motora e a capacidade de julgamento.

Quando procurar ajuda da neurologista – Dra Juliana Freitas?
Nem todo esquecimento é motivo de preocupação.
É normal esquecer onde deixou as chaves ou ter dificuldade para lembrar o nome de alguém de vez em quando — especialmente em momentos de estresse, cansaço ou distração.
No entanto, é importante estar atento a sinais que indicam algo mais sério.
Agende sua consulta com a Dra. Juliana Freitas se os episódios de esquecimento:
- Estão se tornando frequentes e progressivos;
- Prejudicam atividades cotidianas, como pagar contas, cozinhar ou tomar medicações corretamente;
- Vêm acompanhados de confusão mental, desorientação no tempo ou no espaço;
- Afetam a capacidade de se comunicar, encontrar palavras ou compreender frases simples;
- Estão associados a mudanças de comportamento, humor ou personalidade;
- Envolvem dificuldade para realizar tarefas que antes eram rotineiras, como dirigir ou usar o telefone.
Esses sinais podem indicar o início de um quadro demencial e devem ser avaliados.
Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento eficaz, com melhor qualidade de vida para o paciente e sua família.




Mas afinal o que é Demência?
A demência é um termo abrangente utilizado para descrever vários sintomas que envolvem deterioração da memória, do raciocínio, do comportamento e da capacidade de realizar atividades do dia a dia.
Ela não é uma doença única, mas sim um conjunto de manifestações clínicas que podem ser causadas por diferentes condições médicas.
Os principais tipos de demência.
Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) e outras instituições de saúde, os principais tipos de demência são:
- Doença de Alzheimer (a mais comum, representando cerca de 60% a 70% dos casos)
- Demência vascular (decorrente de problemas de circulação no cérebro)
- Demência com corpos de Lewy
- Demência frontotemporal
- Demência associada ao Parkinson
- Demência mista (combinação de dois ou mais tipos)
Além dessas, condições reversíveis como deficiências vitamínicas, distúrbios da tireoide, infecções e depressão também podem causar sintomas semelhantes aos da demência e, por isso, é essencial um diagnóstico médico cuidadoso com profissional especialista no assunto como a Dra. Juliana Freitas.
Lembre-se nem toda demência é Alzheimer!

Então, o que é o Alzheimer?
A doença de Alzheimer é a causa mais comum de demência, representando cerca de 60% a 70% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.
Trata-se de uma doença neurodegenerativa progressiva, o que significa que seus sintomas se agravam com o tempo.
O Alzheimer afeta inicialmente áreas do cérebro responsáveis pela memória, sendo este geralmente o primeiro sintoma perceptível.
Com o avanço da doença, surgem dificuldades com planejamento, organização, resolução de problemas e, posteriormente, tarefas simples do cotidiano, como se alimentar ou se vestir.
O que mais pode surgir com a evolução do Alzheimer?
Outros sintomas que podem surgir com a progressão incluem:
- Desorientação no tempo e no espaço;
- Alterações de humor e comportamento;
- Dificuldades na linguagem;
- Redução da capacidade de julgamento e tomada de decisões.
Embora não haja cura, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado podem ajudar a retardar a progressão da doença e a melhorar a qualidade de vida da pessoa com Alzheimer e de seus familiares.

Qual é a causa do Alzheimer?
A causa exata do Alzheimer ainda não é totalmente conhecida, mas os médicos e cientistas sabem que ele está ligado a alterações no cérebro, principalmente:
- Acúmulo de proteínas anormais (como a beta-amiloide e a tau) que afetam o funcionamento dos neurônios (células do cérebro);
- Morte dos neurônios ao longo do tempo, o que leva à perda de memória, pensamento e habilidades do dia a dia.
Essas alterações acontecem, em geral, de forma lenta e progressiva.

Quais os fatores que levam ao maior risco de ter Alzheimer?
Existem também fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver a doença, como:
- Idade (quanto mais velho, maior o risco);
- Histórico familiar;
- Sedentarismo;
- Tabagismo;
- Pressão alta, colesterol alto e diabetes mal controlado;
- Baixo estímulo mental ao longo da vida.

Como a Dra. Juliana pode descobrir se você tem Alzheimer?
🩺 Conversa e escuta com atenção
A primeira coisa que a Dra. Juliana fará é conversar com você (e, se possível, com alguém da sua família) para entender:
- O que está acontecendo;
- Há quanto tempo os sintomas começaram;
- Se houve mudança no comportamento, memória ou no humor.
Essa conversa ajuda a entender o quadro geral.
🧠 Testes de memória e pensamento
Depois, ela pode aplicar alguns testes simples, como lembrar palavras, contar números ou responder perguntas sobre o dia e a hora.
Esses testes ajudam a ver como está funcionando seu cérebro, os mais utilizados são o MEEM ou o MOCA.
Além disso, pode ser necessário avaliação neurocognitiva com um neuropsicólogo especializado, principalmente nos casos iniciais e leves da doença.
🧪 Exames de sangue
A Dra. Juliana pode pedir exames de sangue para ter certeza de que os sintomas não estão sendo causados por outro problema, como falta de vitamina, problemas de tireoide ou infecção.
🧲 Exames de imagem do cérebro
Ela pode pedir também uma tomografia ou ressonância de crânio, que são exames que mostram como está o seu cérebro por dentro.
Esses exames ajudam a ver se há sinais que combinem com a doença de Alzheimer.
🕒 Acompanhamento ao longo do tempo
Em alguns casos, a Dra. Juliana pode acompanhar você por um tempo para ver como os sintomas evoluem, por isso nem sempre o diagnóstico é feito na primeira consulta.
Isso ajuda a ter mais certeza no diagnóstico.
Por que é importante saber cedo?
Descobrir o Alzheimer no começo ajuda a cuidar melhor da saúde, fazer planos para o futuro e acompanhar o avanço da doença com remédios, atividades e apoio.
Se você tiver dúvidas, nunca hesite em perguntar à Dra. Juliana.
Ela está ali para ajudar você e sua família com atenção, carinho e respeito.

Se um familiar tem Alzheimer, eu também vou ter?
Não necessariamente.
Ter um familiar com Alzheimer aumenta um pouco o risco, mas isso não quer dizer que você também terá a doença.
- Se for um caso isolado na família (por exemplo, só um avô ou tia), o risco pode ser um pouco maior que o normal, mas ainda é baixo.
- Se houver vários casos de Alzheimer precoce (antes dos 60 anos) na família, pode haver uma forma hereditária mais rara, mas isso é incomum (menos de 5% dos casos).
A boa notícia é que alguns cuidados ajudam a proteger o cérebro, mesmo que haja histórico na família:
Quais são esses cuidados?
- 🧠 Ativar a mente: ler, estudar, jogar, conversar;
❤️ Cuidar da saúde do coração: controlar pressão, colesterol e diabetes;
🚶♀️ Fazer exercícios físicos regularmente;
🥗 Ter uma alimentação saudável;
😴 Dormir bem e cuidar da saúde emocional.

Como são os tratamentos para o Alzheimer?
Os tratamentos atuais para a doença de Alzheimer não curam a doença, mas ajudam a aliviar os sintomas, retardar a progressão e melhorar a qualidade de vida da pessoa e da família.
É importante ressaltar que o tratamento é multidisciplinar!
💊 1. Tratamento com medicamentos
✅ Medicamentos aprovados para os sintomas cognitivos:
- Anticolinesterásico: melhoram a comunicação entre os neurônios e podem ajudar na memória, atenção e raciocínio, especialmente nas fases leve a moderada.
- Antagonista do receptor NMDA: usada nas fases moderada a grave, ajuda a controlar sintomas como agitação e confusão.
Esses remédios não interrompem a doença, mas podem desacelerar os sintomas por um tempo.
Novidade em 2025: ANVISA aprova nova terapia para Alzheimer: o uso de anticorpo monoclonal – terapia anti-amilóide.
Essa é uma notícia importante, especialmente para pacientes nas fases iniciais da doença.
🧬 Como a terapia antia-amilóide atua?
O anticorpo monoclonal, ou seja, um tipo de proteína produzida em laboratório age de forma específica no organismo.
Ele atua identificando e removendo placas de beta-amiloide que se acumulam no cérebro — uma das marcas da doença de Alzheimer.
Essas placas são tóxicas para os neurônios e estão associadas à perda de memória e à progressão dos sintomas.
Ao reduzir essas placas, a medicação pode retardar a piora da função cognitiva e ajudar a preservar as habilidades mentais por mais tempo.
Haverá um novo artigo explicando melhor sobre essa nova terapia.

✅ Medicamentos para sintomas comportamentais
Dependendo do caso, a Dra. Juliana pode prescrever:
- Antidepressivos (para depressão e ansiedade);
- Antipsicóticos (para agitação, agressividade ou delírios — com muito cuidado e apenas quando necessário);
- Calmantes leves, sempre sob orientação médica.
🧠 2. Estimulação cognitiva e atividades terapêuticas
Essas atividades ajudam a manter o cérebro ativo e a autonomia por mais tempo:
- Jogos de memória;
- Conversas estimulantes;
- Pintura, música, leitura;
- Atividades manuais;
- Terapia ocupacional.
🧍♀️ 3. Fisioterapia e exercícios físicos
O movimento ajuda a manter a força muscular, o equilíbrio e o humor:
- Caminhadas, alongamentos e exercícios leves;
- Prevenção de quedas;
- Fisioterapia individualizada, se necessário.
🧘♀️4. Apoio psicológico e social
- Psicólogos podem ajudar o paciente e a família a lidar com o impacto emocional da doença;
- Grupos de apoio para cuidadores e familiares;
- Orientação social para acesso a benefícios e serviços de saúde.
🏠 5. Cuidados com o ambiente
- Adaptar a casa para segurança e conforto;
- Manter rotina estável e familiar;
- Reduzir estímulos confusos ou barulhentos.

E a família como fica?
A Dra. Juliana sempre se preocupa com os familiares e os cuidadores pois cuidar de alguém com Alzheimer é um ato de amor, mas também pode ser desafiador.
A pessoa com Alzheimer vai perdendo, aos poucos, a capacidade de lembrar, se orientar, tomar decisões e cuidar de si mesma.
Por isso, o cuidador tem um papel essencial — e precisa de apoio também.
Durante a consulta, a Dra. Juliana sempre reserva um momento especial para ouvir os familiares e cuidadores.
Ela sabe que cuidar de alguém com Alzheimer não é fácil — surgem dúvidas, cansaço, preocupações e até sentimentos de culpa ou tristeza.
Além de examinar o paciente, ela entende que a família faz parte do tratamento.

Como orientar de forma simples e prática quem cuida de alguém com Alzheimer?
🧠 1. Entenda a doença
- Conhecer o Alzheimer ajuda a lidar melhor com os desafios.
- Lembre-se: os esquecimentos e comportamentos difíceis não são de propósito — fazem parte da doença.
🕰️ 2. Crie uma rotina
- Ter horários fixos para acordar, comer, tomar banho e dormir ajuda a pessoa a se sentir mais segura.
- Evite mudanças bruscas no ambiente ou na rotina.
🗣️ 3. Comunique-se com calma
- Fale devagar, com frases simples.
- Dê tempo para a pessoa entender e responder.
- Use gestos e expressões faciais para ajudar na compreensão.
🏠 4. Adapte a casa para mais segurança
- Retire tapetes soltos e objetos que possam causar quedas.
- Mantenha luzes acesas à noite.
- Evite deixar produtos perigosos ao alcance, como remédios e produtos de limpeza.

🍲 5. Cuide da alimentação e da higiene
- Sirva alimentos fáceis de mastigar e com boa aparência.
- Ajude, se necessário, nas refeições, no banho e na troca de roupas.
- Fique atento à hidratação e ao uso correto dos medicamentos.
❤️ 6. Estimule, mas com paciência
- Proponha atividades simples que ela gostava: ouvir música, ver fotos antigas, pintar, caminhar.
- Não cobre perfeição — o objetivo é o bem-estar.
🧍♀️ 7. Cuide de você também
- Ser cuidador pode ser cansativo. Peça ajuda a familiares, amigos ou profissionais.
- Tente manter momentos de descanso e lazer para si mesmo.
- Grupos de apoio para cuidadores são muito úteis.
🩺 8. Mantenha o acompanhamento médico
- Vá às consultas com a Dra. Juliana
- Informe mudanças de comportamento ou sintomas novos.
- Alguns medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Não hesite em procurar ajuda, agende sua consulta com a Dra. Juliana Freitas.

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